De Sanctis pede para adiar depoimento, mas CPI rejeita

Juiz alegou estar 'impedido' de comparecer 'tendo em vista grande volume de serviço sob sua responsabilidade'

ANA PAULA SCINOCCA, Agencia Estado

07 de agosto de 2008 | 19h14

Pela segunda vez, o juiz da 6ª Vara Criminal Federal, Fausto Martin De Sanctis, responsável pela prisão, entre outros, do banqueiro Daniel Dantas, do ex-prefeito Celso Pitta e do investidor Naji Nahas, pediu à CPI dos Grampos, na Câmara, adiamento de seu depoimento. Em ofício encaminhado à comissão, ele diz estar "impedido" de comparecer na data agendada "tendo em vista grande volume de serviço sob sua responsabilidade". Este segundo pedido foi negado.Inicialmente, Sanctis deveria ter prestado depoimento hoje. Mas seu comparecimento foi adiado em razão do depoimento que ele teve de colher de Dantas, em São Paulo. Já o segundo pedido de adiamento foi indeferido ontem pelo presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ). "Resolvemos manter a data, já que temos um cronograma a seguir e é importante ouvirmos o dr. Sanctis antes do depoimento do Daniel Dantas", disse Itagiba ao Estado. O depoimento de Sanctis está marcado para a próxima terça-feira, às 14h30. Já Daniel Dantas deverá comparecer à CPI no dia seguinte. Segundo Itagiba, Sanctis seria informado pela CPI da manutenção da data de seu depoimento o mais rápido possível. "Ainda não conseguimos falar com ele, mas ele será comunicado", afirmou. "Caso ele não venha, será intimado", adiantou o presidente da comissão.O pedido de adiamento feito por Sanctis faz parte do ofício número 622/2008 ao qual a reportagem teve acesso. No mesmo documento, o magistrado responde ainda a algumas indagações feitas por Itagiba e pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE), e salienta que, se suas repostas não fossem consideradas suficientes, a CPI poderia designar nova data para seu depoimento. No ofício, Sanctis diz não haver algo de concreto "até o momento" quanto ao fato de ele ter sido "possível" alvo de grampo ilegal. O juiz nega ainda que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, tenha sido alvo de escuta telefônica, conforme divulgado pela imprensa. Segundo De Sanctis, a matéria é "inverídica".

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