De Sanctis manda prender dois acusados da Castelo de Areia

Jair Fernandes de Almeida e seu suposto laranja, Raimundo Antônio de Oliveira, foram detidos pela PF

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

23 de junho de 2009 | 16h25

Um doleiro e um suposto laranja, acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de fazerem parte de esquema de envio ilegal de remessas ao exterior investigado pela Operação Castelo de Areia da Polícia Federal, foram presos nesta terça-feira, 23, em regime preventivo. Jair Fernandes de Almeida e seu suposto laranja, Raimundo Antônio de Oliveira, foram detidos pela Polícia Federal (PF) por determinação do juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6.ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

 

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A prisão preventiva foi decretada após o MPF entregar ontem (22) denúncia de que o suposto "laranja" tentou sacar R$ 370 mil de conta da Admaster, empresa controlada por Almeida que teria sido criada para simular remessas ao exterior de diretores da Camargo Corrêa investigados pela Castelo de Areia. Desde o último dia 5, a Justiça determinou o bloqueio e sequestro de valores e aplicações financeiras de Oliveira, Almeida e da Admaster.

 

A prisão preventiva foi requerida pela MPF sob a alegação de que, mesmo após a deflagração da Castelo de Areia, Almeida e Oliveira tentaram ocultar da Justiça valores que podem ser objeto de operações financeiras ilegais entre a empresa do doleiro e diretores da Camargo Corrêa investigados. Os dois foram denunciados pelo MPF por crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

 

De acordo com investigação da PF, a Admaster seria uma empresa de fachada, não havendo indícios de atividades empresariais no endereço onde deveria operar. A PF ainda aponta que Oliveira possui modesta condição de vida, o que reforça a tese de que ele agiria como "laranja" de Almeida. Nas investigações da Castelo de Areia, a PF divulgou que a Admaster integrou o principal esquema de evasão, câmbio ilegal e lavagem desvendado pela operação.

 

Procurada pela reportagem, a defesa de Almeida e de Oliveira informou que entrará com pedido de habeas corpus na Justiça.

 

De acordo com denúncia do MPF, três executivos da Camargo Corrêa e quatro doleiros seriam responsáveis por um esquema de envio de remessas ao exterior do qual a Admaster faz parte. Segundo o MPF-SP, o esquema era operado por meio da simulação de operações de importação de softwares.

Os executivos da construtora teriam forjado contratos de compra dos equipamentos e enviado o dinheiro para a empresa Surpark, localizada no Uruguai e que seria de um dos doleiros integrantes do grupo. As quantias enviadas à empresa "laranja" seriam remetidas para outros países.

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