De Sanctis diz que políticos não são foco da investigação

O juiz Fausto Martin De Sanctis, que autorizou a Operação Castelo de Areia, afirmou ontem que "as investigações, desde seu início, jamais tiveram por foco condutas eventualmente perpetradas por ocupantes de cargos públicos ou funções políticas".Segundo De Sanctis, "as investigações apuram o suposto cometimento de crimes apenas de investigados com profissões de natureza privada".O juiz acentua que o inquérito apura "notadamente lavagem de dinheiro, tendo como antecedentes crimes contra a administração pública e crimes financeiros, perpetrados, em tese, mediante organização criminosa"."Todos os elementos que lastrearam a decisão judicial baseiam-se em afirmações constantes de diálogos monitorados e obtidos por intermédio de interceptações telefônicas, telemática e ambiental, sem contar outras medidas autorizadas judicialmente", destacou o magistrado. "Trata-se de decisão técnica e sem qualquer conotação que não a da busca cautelosa da verdade."O juiz esclareceu: "Houve necessidade de publicidade parcial da decisão judicial que a (operação) autorizou, com a cautela de preservação de todos os diálogos, para proteção dos investigados, de terceiras pessoas."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.