De Sanctis diz que não pode dar detalhes de Satiagraha

O juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, afirmou hoje, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos, que não iria dar detalhes sobre a Operação Satiagraha, por dever legal. De acordo com informações da Agência Câmara, o juiz citou a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, a qual veda ao juiz manifestar opinião sobre processo pendente de julgamento ou juízo depreciativo sobre despachos legais.O depoimento do juiz na CPI começou por volta das 15 horas. O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), chegou a propor uma reunião reservada com o juiz para ele revelar detalhes, mas De Sanctis se negou. "Eu desejo humildemente prestar esclarecimentos sobre tudo o que é falado sobre escutas telefônicas, mas não vou fazer reunião reservada porque tenho que me manter coerente com tudo o que já falei. Não é um desrespeito ao Congresso Nacional, mas o que é sigilo, o é por natureza e não há por que falar", declarou.No início da reunião, o juiz fez uma apresentação de uma contextualização sobre como a legislação brasileira trata das autorizações judiciais para as escutas telefônicas. De Sanctis foi o juiz que autorizou a prisão de mais de 20 pessoas envolvidas na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, em julho. Entre eles, estavam o sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.