De saída, ministro do Trabalho diz que PDT mantém apoio a Dilma

De saída, ministro do Trabalho diz que PDT mantém apoio a Dilma

Manoel Dias afirma que partido não exigiu contrapartida do governo para seguir na base aliada e que cabe à presidente decisão de 'encontrar melhor posição' para a legenda

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2014 | 12h32



Rio - O ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), participou nesta segunda-feira, 17, de evento no Rio de Janeiro já em clima de despedida da pasta. Dias espera ficar no governo até o fim de dezembro, mas reconhece que a tendência é uma reformulação geral nos ministérios no novo mandato do governo Dilma Rousseff.

“Provavelmente ela (a presidente Dilma) deve mudar muita coisa. É um novo governo. A campanha dela tinha o slogan ‘novo governo, novas ideias’. Então ela deve montar um novo governo. Nós vamos aguardar a decisão dela. Eu gostei de ser ministro, foi uma honra ser ministro, mas já fui. Nesse período que eu estive lá, procurei fazer tudo aquilo que eu criticava nos outros”, declarou o ministro.

Dias ressaltou que o PDT decidiu na semana passada manter o apoio à presidente Dilma Rousseff no novo mandato. Segundo ele, não houve exigência de contrapartida, mas cabe à presidente encontrar a melhor posição para o partido possa colaborar no novo governo.

“O partido (PDT) se reuniu na semana passada, a executiva e nossas bancadas no congresso. Reafirmamos o apoio das nossas bancadas e do partido à presidenta Dilma, e deixamos a ela a tarefa de achar o local onde o partido possa melhor colaborar. Não temos exigência de contrapartida”, disse.

O ministro afirmou que ainda não houve nenhuma conversa entre o partido e o governo sobre o destino da pasta. A definição sobre o momento da saída do ministro cabe exclusivamente à presidente.

“Botar cargo à disposição é uma redundância. Nós estamos permanentemente à disposição, porque o cargo é dela (da presidente). Ela que elege seus auxiliares”, completou.

Para seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff sinalizou que pretende fazer mudanças na equipe. Na semana passada, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, informou que 15 dos 30 ministros, inclusive ele mesmo, já haviam apresentado uma carta colocando o cargo à disposição da presidente.

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