De olho em 2014, Aécio estreia na campanha de Jundiaí

Principal nome do PSDB para a disputa presidencial de 2014, o senador Aécio Neves (MG) entrou nesta quinta na disputa eleitoral paulista afirmando que o PSDB pecou nas eleições passadas por não valorizar seu legado. A afirmação, feita durante visita a Jundiaí (SP), foi um recado direto ao setor do partido comandado por José Serra, candidato a prefeito na capital, que sempre evitou o embate em torno dos governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-1998 e 1999-2002).

RICARDO BRANDT, Agência Estado

06 de setembro de 2012 | 17h41

"O PSDB cometeu um pecado no passado de não termos valorizado o nosso legado. E essa é uma decisão já tomada para a nova direção do partido de pontuarmos com muita clareza", afirmou Aécio, que iniciou sua participação nas campanhas em São Paulo com visitas a Jundiaí - onde o partido é governo e deve fazer sucessor - e Ribeirão Preto - onde o candidato tucano aparece em segundo lugar na pesquisa.

Aécio afirmou que FHC - que já gravou para o candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra - está disposto a entrar nas campanhas em algumas capitais pessoalmente na reta final. "Estou estimulando o presidente, ele está disposto a ir na reta final em algumas capitais. Ele já gravou para alguns, eu gravei para vários (candidatos a prefeito)", afirmou Aécio, que esteve reunido com o ex-presidente FHC na noite de quarta-feira. "Sua presença vai depender, na reta final, do resultado e de como as coisas estiverem."

Críticas

Aécio acusou o PT de ser eticamente comprometido, de confundir o público e o privado, criticou o ex-presidente Luiz Inácio da Silva e a presidente, Dilma Rousseff, e ainda classificou os governos petistas como gestões de continuidade da era FHC. Segundo ele, o atual governo é "empreguista e aparelha a máquina", além de tentar seguir uma política de governo da qual não está convicto. "Estamos hoje com um software pirata em execução, no Brasil.

Na avaliação do senador, o mensalão e as condenações dos envolvidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) trazem para a campanha o tema da ética e devem influenciar diretamente os votos. "É natural que a sociedade brasileira acompanha com mais atenção o comportamento ético dos candidatos. Essas eleições nos permitirão, além dos debates locais, diferente do que aconteceu nas outras eleições, uma discussão um pouco mais profunda do padrão ético. E isso o PSDB pode fazer com muita tranquilidade", afirmo Aécio.

Serra

Sobre o cenário da disputa na capital paulista, Aécio evitou se posicionar, disse que não acompanha diariamente a disputa, mas que confia que na reta final o eleitorado será "responsável". "Temos muita confiança que no momento da decisão eleitoral a responsabilidade deve prevalecer e aí vamos para o segundo turno, quando começa uma nova eleição.

Sobre sua aparição na campanha em São Paulo, Aécio afirmou que está à disposição de Serra. "Mas em São Paulo, eu não tenho muita capacidade de transferência de voto, a não ser a minha torcida e pedir para a mineirada de lá ajudar."

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