De olho em 2012, Indio da Costa avalia se segue no DEM

Candidato a vice-presidente da República na chapa do tucano José Serra, o ex-deputado Indio da Costa é mais um integrante da ala dos insatisfeitos do DEM que pensa em deixar o partido. Com planos de se candidatar à prefeitura do Rio de Janeiro em 2012, Indio cogita ingressar no PDB, novo partido que será fundado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Outra hipótese seria se filiar ao PSDB, mas, novato entre os tucanos do Rio, o ex-deputado poderia ter dificuldade de viabilizar a candidatura a prefeito.

LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

14 de março de 2011 | 19h10

Indio assumirá hoje, na convenção nacional do DEM, a vice-presidência de Infraestrutura e Cidades do partido e diz que gostaria de permanecer na legenda. "Me sinto bem no DEM. Se tiver que sair, será por uma questão local e não nacional", disse na tarde de ontem. À noite, ele participaria de jantar oferecido pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO), outra filiada que está com um pé fora do partido.

A disputa presidencial afastou ainda mais Indio dos principais líderes do DEM no Rio, o ex-prefeito Cesar Maia e seu filho, o deputado Rodrigo Maia, que hoje entrega a presidência do partido ao senador José Agripino. "O que vai definir o futuro de todos do DEM é o espaço que cada um terá para crescer regionalmente. Vamos ver se o DEM do Rio vai seguir outro rumo ou se vai continuar sendo um partido cartorial na mão do Cesar Maia e do Rodrigo Maia. Precisamos ver as condições regionais", afirmou Índio.

O ex-deputado disse que tem conversado com o antigo companheiro de chapa José Serra, mas não sobre uma possível mudança para o PSDB. "Prefiro não sair do DEM, mas depende de o partido ter disposição real e concreta de crescer, de se estruturar", disse Indio. Na campanha do ano passado, enquanto Indio se aproximava cada vez mais de Serra, Rodrigo Maia consolidava a parceria com o tucano mineiro Aécio Neves.

Como não tem mandato, o ex-candidato a vice-presidente tem mais liberdade para escolher uma nova legenda sem correr o risco de ser processado pelo DEM por infidelidade partidária. Assim como muitos democratas que pensam em seguir Kassab, Indio avalia que um novo partido teria a vantagem de estar distante do desgaste do DEM, especialmente depois do escândalo do mensalão de Brasília, e permitiria um discurso de "defesa do Brasil".

No novo partido, Indio teria garantida a candidatura à sucessão do prefeito Eduardo Paes, embora diga que este não seria o fator principal para a mudança. "Para mim, a questão primária não tem a ver com 2012 ou 2014, mas com o fato de espaço local, de ter um partido que abre espaço", afirmou o ex-deputado.

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