De novo, tucano faz mistério sobre presença em protesto

Assim como fez àsvésperas de 15 de março, Aécio Neves diz que éincerta sua participação em atos contra o governo

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

09 Abril 2015 | 02h05

O senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), disse ontem que vai "avaliar até o último momento" se participa das manifestações contra a presidente Dilma Rousseff (PT) convocadas para o domingo. Durante a reunião da Executiva Nacional do PSDB, vários dirigentes tucanos cobraram a participação do senador nos protestos.

Aécio - que disputou o 2.º turno da eleição presidencial do ano passado e foi derrotado por Dilma - voltou a dizer que o PSDB é apenas "solidário" aos atos, mas não se trata de um movimento do partido e sim dos "brasileiros". "O PSDB, que não é dono desse movimento e nem deve ser, é absolutamente solidário a todas essas manifestações. E o que eu vejo é uma presença cada vez maior da nossa militância, dos nossos companheiros, dos nossos líderes, dos nossos dirigentes nesse movimento. Eu vou avaliar domingo se estarei presente", disse o tucano.

Nos protestos do dia 15 de março, Aécio chegou a divulgar nas redes sociais um vídeo em que convocava a população para as ruas, mas não participou dos atos. Foi fotografado falando ao telefone e acompanhando a manifestação da janela de seu apartamento no bairro de Ipanema, na zona sul do Rio.

Depois, em um outro vídeo, justificou a ausência com o mesmo argumento utilizado ontem. "Depois de refletir muito, optei por não estar nas ruas neste domingo, para deixar muito claro quem é o grande protagonista destas manifestações. E ele é o povo brasileiro, o povo cansado de tantos desmandos, de tanta corrupção."

Após a reunião em Brasília com a cúpula tucana, Aécio disse que não vai fazer um anúncio prévio para evitar especulações e que pode ir para as ruas "como cidadão". "Quanto mais da sociedade ele (o movimento) for, mais legítimo ele será. Isso não impede que eu resolva ir. Não vou fazer nenhum anúncio prévio, nem tomar nenhuma decisão agora, porque, aí sim, daria margem a todo tipo de especulação, de um certo aproveitamento do movimento", disse o senador. "Quem sabe como cidadão eu resolva aparecer?"

Tamanho. O tucano também contestou as expectativas de que os protestos reúnam menos pessoas que os atos do mês passado. "Há hoje apostas de reação ao governo de que o movimento será menor. Não importa o tamanho do movimento, porque a indignação da população brasileira é cada vez maior." / P.V.

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