De Collor a Lula, Renan sabe quando entrar e sair de cena

Ex-presidente do Senado, ele teve de renunciar ao cargo em 2007, por envolvimento em denúncias

da Redação,

07 de março de 2009 | 10h51

Político controverso, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que renunciou à presidência do Senado no fim de 2007, foi aliado de todos os recentes governos da República, de Fernando Collor de Mello a Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo Fernando Henrique Cardoso.  Agência Estado - Renan e Collor: uma antiga amizade Renan, de 52 anos, escreveu com sua renúncia o provável capítulo final de uma trama de denúncias que se arrastou por quase sete meses, com acusações de corrupção e controle de meios de comunicação, o que é proibido para parlamentares. Próximo ao poder, Renan também sabe a hora de sair de cena.  Ex-lateral-direito do Guarani de Maceió, Renan se elegeu deputado estadual em Alagoas em 1978, pela ala do MDB mais à esquerda, aliada do PCdoB - em meio a alguns dos mais duros combatentes contra o regime militar (1964-1985).  Onze anos mais tarde, após breve passagem pelo PSDB, apoiou, na disputa pelo Palácio do Planalto, a candidatura de Fernando Collor de Mello, ex-prefeito biônico de Maceió, governador eleito de Alagoas e filho de uma família tradicional de seu Estado. Também esteve ao lado dos governos de Itamar Franco (1992-1994) e Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).  Em uma reviravolta, Renan se tornou homem de confiança de Lula no Congresso e ampliou sua presença após a crise do mensalão, em 2005, ano em que foi eleito presidente do Senado pela primeira vez.  Celso Junior/AE - Renan faz pronunciamento na sessão que decidira sua cassação em 2007 A reeleição para a presidência do Senado em 2007 teve tranquilidade curta, já que no fim de maio surgiu a primeira denúncia contra o peemedebista, de favorecimento à construtora Mendes Júnior. Meses depois, o Conselho de Ética do Senado recomendou pela primeira vez na história a cassação do presidente da Casa, que foi absolvido pelo plenário.  Celso Junior/AE - Renan e Sarney após a vitória deste último no Senado Desmoralizado, Renan se licenciou do cargo em outubro e viu novas representações contra ele chegarem ao Conselho de Ética. Agora, volta com força no Senado, e ajuda o ex-presidente Fernando Collor de Mello a conquistar a Comissão de Infraestrutura, responsável por fiscalizar as obras do PAC.  Dida Sampaio/AE - Collor e Renan após derrotar PT e levar comissão do Senado Dois irmãos de Renan também são políticos. Olavo e Renildo, são deputados federais, o primeiro pelo PMDB por Alagoas e o segundo, ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), pelo PCdoB de Pernambuco.

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