Reprodução/Twitter @davialcolumbre
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Davi Alcolumbre diz que CPI da Lava Toga 'não vai fazer bem para o Brasil'

Presidente do Senado diz que regimento interno da Casa veta esse tipo de iniciativa

Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2019 | 10h57

Em meio à possibilidade de senadores protocolarem pedido de abertura da CPI da Lava Toga, para investigar eventuais abusos no poder Judiciário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou na noite de segunda-feira, 19, que a medida não faria bem para o Brasil. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. 

"Topo fazer um diálogo em relação à reforma e ao aprimoramento da questão do Judiciário. Não vejo nesse momento uma CPI do Judiciário e dos tribunais superiores. Não vai fazer bem para o Brasil", afirmou.

Alcolumbre citou que o regimento interno do Senado proíbe esse tipo de CPI. No artigo 146, está determinado que CPIs sobre matérias pertinentes à Câmara dos Deputados, às atribuições do Poder Judiciário e aos Estados não serão admitidas. "Seria um conflito que nós criaríamos contra o regimento interno do Senado num momento decisivo da história do Brasil". 

"Eu acho que a possibilidade de propormos uma reforma do Judiciário, montarmos uma comissão para debater com a Justiça brasileira esses gargalos que estão sendo apresentados em muitos momentos pela sociedade, pela opinião pública e pelos prórios senadores, acho que esse seria um caminho do debate salutar para o Congresso Nacional", afirmou. 

Entenda

Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o senador Alessandro Vieira afirmou na segunda que iria protocolar na terça o requerimento para criação da CPI que investiga o "ativismo judiciário". O documento tem assinatura de 28 parlamentares. 

Ele minimizou a ideia de que exista uma "crise institucional" no Brasil. “Não existe crise entre Poderes, a crise que existe é de poderosos que estão se sentindo ameaçados, que se achavam acima de qualquer alcance da lei e hoje se sentem ameaçados e se escondem atrás das respectivas instituições”, afirmou. 

Em entrevista ao Estado no fim de semana, o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que a Corte tem sido alvo de um movimento de "assassinato de reputações" e afirmou que vai reagir. “Esse assassinato de reputações que acontece hoje nas mídias sociais, impulsionado por interesses escusos e financiado sabe-se lá por quem, deve ser apurado com veemência e punido no maior grau possível. Isso está atingindo todas as instituições e é necessário evitar que se torne uma epidemia.”

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