Kelly Fuzaro/Band/Divulgação
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Datena, um ‘outsider’ que só ameaça ser candidato

Cotado como possível postulante à Prefeitura de São Paulo em 2020, apresentador acumula filiações e possíveis candidaturas

Vinícius Passarelli, O Estado de S.Paulo

11 de outubro de 2019 | 09h30

Cotado como opção do presidente Jair Bolsonaro para disputar a Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2020, o apresentador José Luiz Datena coleciona pré-candidaturas que acabam não se concretizando. Em 2018, Datena chegou a anunciar que seria candidato ao Senado pelo DEM. Também não é a primeira vez que o nome do apresentador aparece como cotado a disputar a Prefeitura: nas eleições municipais de 2016, ele se filiou ao PP com a ideia de ser candidato. 

Datena passou grande parte de sua vida partidária no PT, principal partido de oposição ao governo Bolsonaro. Natural de Ribeirão Preto, Datena se filiou ao diretório do partido na cidade do interior paulista em 1992, onde ficou até 2015, quando saiu para o PP.

Em setembro de 2015, Datena se filiou ao PP de São Paulo (atual Progressista) para uma possível candidatura à Prefeitura de São Paulo nas eleições do ano seguinte. À época, ao confirmar a filiação, afirmou: “Isso não quer dizer nada. Fui filiado ao PT a vida inteira e nunca tive participação político-partidária. Mas isso não quer dizer que eu não seja um potencial pré-candidato”. Ele afirmava que deixaria para tomar a decisão de sair ou não candidato somente às vésperas do prazo final para o registro da candidatura, que não se concretizou.

Em 2017, o nanico PRP anunciou durante horário partidário obrigatório na televisão a filiação do apresentador. Já em junho de 2018, Datena se filiou ao seu quarto partido diferente: o DEM. A filiação tinha como objetivo uma possível candidatura para o Senado, o que novamente acabou não ocorrendo. “Tenho três ou quatro dias para decidir e eu peço a Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, que me ilumine, porque se eu entrar nessa parada, não vai ser para brincar, não”, disse à época da filiação em seu programa de televisão.

Na manhã desta sexta-feira, 11, Bolsonaro divulgou foto com os "velhos conhecidos" Datena e Paulo Skaf (MDB), presidente da Fiesp.

Datena continua filiado ao DEM e seu nome vem sendo considerado para 2020 por alas do PSL paulista, comandado pelo deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. O nome do apresentador seria um dos favoritos de Eduardo e do próprio presidente Jair Bolsonaro para a disputa da Prefeitura de São Paulo, apesar de a deputada Joice Hasselmann, líder do governo no Congresso, também se colocar como candidata.

Joice, em entrevista ao Estado, falou da possibilidade de “disputar” com Datena a escolha do partido e confirmou que houve um “pré-namoro” entre o apresentador e o PSL, mas ressaltou o passado petista do apresentador como um obstáculo. “É um cara legal, gosto dele, mas o Datena tem um histórico de 23 anos de PT. Como você vai lançar como nome da direita um cara que tem um histórico dentro do PT. Mesmo tendo passado pelo DEM não deu para depurar", afirmou.

Esse cenário, no entanto, pode mudar dependendo do destino partidário de Bolsonaro, caso a atual crise com Luciano Bivar, presidente nacional do PSL, culmine no fim da parceria. Na última terça-feira, 8, o presidente disse a um apoiador na porta do Palácio da Alvorada para ele “esquecer o PSL” e afirmou que Bivar está “queimado para caramba”, sinalizando que pode deixar a sigla. Partidos como o Patriota e a UDN, que está próxima de obter o registro no TSE e voltar a existir, aparecem como possíveis destinos.

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