Datafolha: jornalista lidera disputa pelo Senado no RS

A jornalista Ana Amélia Lemos pode conquistar uma vaga no Senado pelo Rio Grande do Sul como estreante na política. Filiada ao PP, ela vem liderando todas as pesquisas de intenção de votos. Na mais recente, feita pelo Datafolha para os jornais Folha de S. Paulo e Zero Hora, apareceu com 49% da preferência dos votos, deixando para trás veteranos como Paulo Paim (PT), que busca a reeleição e tem 45% de intenções de voto, e o ex-governador Germano Rigotto (PMDB), com 38%.

ELDER OGLIARI, Agência Estado

23 de setembro de 2010 | 20h08

A sondagem, divulgada na noite de hoje pela RBS TV, entrevistou 1.332 eleitores de 53 municípios entre os dias 21 e 22 de setembro. A disputa pelas duas vagas gaúchas revela-se acirrada e coloca em confronto três projetos políticos diferentes. Ana Amélia chegou com a visibilidade de mais de 30 anos nos veículos do Grupo RBS e pode se tornar um trunfo do PP em futuras disputas estaduais.

A jornalista faz campanha para Yeda Crusius (PSDB) ao governo do Estado e José Serra (PSDB) à Presidência, mas não partiu para críticas aos grupos políticos adversários, indicando que poderá ficar na ala dos moderados se conseguir a vaga no Senado. Entre suas principais propostas estão a ampliação do ensino profissionalizante, defesa dos direitos da mulher e garantia de competitividade às micro e pequenas empresas e ao agronegócio do Estado.

A postura política de Germano Rigotto (PMDB) é semelhante. Por suas posições no passado, o ex-governador dificilmente iria para a oposição a qualquer um dos candidatos em condições de ganhar a eleição presidencial. Rigotto promete trabalhar pelas reformas tributária e política e pela redefinição do pacto federativo.

Paim é vinculado ao PT desde a fundação do partido a divulga como metas de um segundo mandato a luta pelo fim do voto secreto no Senado, piso nacional para professores, manutenção de aposentadoria integral para mulheres aos 30 anos de contribuição e maior autonomia para Estados e municípios.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) com o número 48.649/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 31.376/2010. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

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