Dantas deixa sede da PF após quase três horas de depoimento

Dono do banco Opportunity, que chegou atrasado à sede da PF, foi ouvido pelo delegado Protógenes Queiroz

Anne Warth da AE, e Andréia Sadi, do estadao.com.br,

16 de julho de 2008 | 17h56

O banqueiro Daniel Dantas deixou a Polícia Federal após quase três horas de depoimento. Ele saiu desacompanhado, já que o seu advogado, Nelio Machado deixou o prédio um pouco antes dele.    Veja também: CPI dos Grampos aprova convocação de Dantas, Protógenes e De Sanctis Presidente do STF justifica libertação de Dantas  Opine sobre nova decisão que dá liberdade a Dantas  Entenda como funcionava o esquema criminoso  Veja as principais operações da PF desde 2003  As prisões de Daniel Dantas O depoimento do sócio-fundador do banco Opportunity, Daniel Dantas, começou com 60 minutos de atraso, por volta das 15 h da tarde desta quarta-feira, 16. O banqueiro foi ouvido pelo coordenador da Operação Satiagraha, delegado Protógenes Queiroz. Dantas chegou à sede da Polícia Federal, em São Paulo, acompanhado de seu advogado Nélio Machado. Nem ele e sua equipe de defesa falaram com a imprensa.   Na semana passada, Dantas, que foi preso por duas vezes na carceragem da PF, prestou um primeiro depoimento. Orientado por Machado, ele recusou-se a responder às perguntas dos investigadores, sob a justificativa de que não tinha tido acesso a todo o conteúdo dos autos da investigação e nem aos áudios interceptados pela PF. De acordo com seu advogado, somente um inquérito tem mais de 6 mil páginas. Ao fim do depoimento, seus advogados devem conversar com os jornalistas. Juiz acata denúncia Na tarde desta quarta-feira, O juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara da Justiça Federal, aceitou a denúncia contra Dantas, o ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz e o professor Hugo Chicaroni por corrupção ativa. O Ministério Público Federal denunciou os três por tentarem subornar o delegado da Polícia Federal Vitor Hugo Rodrigues Alves Ferreira. O objetivo deles, segundo o MPF, era livrar Dantas, e sua irmã Verônica, das investigações da Operação Satiagraha.Ontem, Braz ficou calado durante o seu depoimento na sede da superintendência da PF em São Paulo. Segundo Renato Moraes, um dos advogados de Braz, seu cliente foi instruído a permanecer calado durante todo o interrogatório uma vez que os advogados não tiveram acesso a todos os autos do processo. O advogado disse que ainda não há previsão de um novo depoimento.  Afastamento do delegado Ontem, a Polícia Federal anunciou que Protógenes Queiróz iria se afastar das investigações da Operação Satiagraha. Mas no final da tarde de hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em entrevista em Brasília, que determinou ao ministro da Justiça, Tarso Genro, que acerte com a Polícia Federal a volta do delegado ao comando dessas investigações.

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