Daniel Dantas vai ao STF para ficar em silêncio na CPI

Depoimento do banqueiro está marcado para 4ª; comissão quer que ele esclareça escutas telefônicas da Kroll

11 de agosto de 2008 | 11h01

O dono do Opportunity, o banqueiro Daniel Dantas, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim da tarde da última sexta-feira, 11, para não falar na CPI dos Grampos. O depoimento dele está marcado para esta quarta-feira. O advogado do banqueiro pede ao STF que seu cliente ganhe o direito de ficar em silêncio durante o depoimento. Dantas é um dos investigados da Operação Satiagraha, que o levou à prisão junto com o megainvestidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.  Veja Também: Entenda como funcionava o esquema criminoso As prisões de Daniel DantasDelegado fez 'uso indevido' da Abin, diz defesa de DantasProtógenes admite na CPI que teve ajuda de arapongas da Abin A CPI dos Grampos quer que Dantas esclareça denúncias de escutas telefônicas clandestinas que teriam sido feitas pela empresa americana Kroll, de consultoria. A empresa teria sido contratada pelo grupo do banqueiro para espionar autoridades e empresários brasileiros na fase que antecedeu a mudança de controle acionário da Brasil Telecom. Na última semana, o delegado da Polícia Federal Élzio Vicente da Silva confirmou à CPI que a Kroll fazia escutas telefônicas e interceptações telemáticas das empresas Brasil Telecom e Telecom Itália. Silva foi o delegado quem comandou a Operação Chacal, que desbaratou tal esquema de espionagem. Também na semana passada, o delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Satiagraha, depôs na CPI. O STF negou o adiamento do depoimento sob a alegação de que ele não poderia faltar no curso da Polícia Federal.  Mais um pedido de habeas-corpus Humberto Braz, braço direito de Dantas e também investigado na Satigraha, entrou com novo pedido de habeas-corpus no STF. Braz está preso na penitenciária Dr. José Augusto Salgado, em Tremembé II, São Paulo, sob acusação de ter praticado o crime de corrupção ativa. De acordo com a PF, ele e Hugo Chicaroni tentaram subornar um delegado a pedido de Dantas.  (Com Agência Brasil)

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