Daniel Dantas mantém silêncio no depoimento à PF

Em depoimento conduzido pelo delegado Protógenes Queiroz, o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, voltou a se recusar a responder as perguntas formuladas pelos investigadores. Ainda no início da tarde, a PF recebeu a citação do processo por corrupção ativa contra Dantas, Humberto Braz e Hugo Chicaroni. De acordo com o advogado do banqueiro, Nélio Machado, esse fato prejudicou o depoimento, que tinha o objetivo de esclarecer questões a respeito da gestão do Banco Opportunity.Um novo depoimento de Dantas foi marcado para sexta-feira. Machado, que já recomendou por duas vezes que Dantas se mantivesse calado em depoimentos à PF, por não ter tido acesso completo aos autos e áudios do processo, não revelou se repetirá a estratégia. Apesar disso, adiantou que perguntas relacionadas à gestão do Opportunity poderão ser respondidas. Somente após a tomada do depoimento é que a PF poderá tomar a decisão de indiciar Dantas.Ainda em relação à denuncia elaborada pelo procurador do Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) Rodrigo De Grandis e aceita pelo juiz da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, Fausto Martin De Sanctis, o advogado observou que ela se baseia na presunção de que Dantas tem responsabilidade no caso. "O assunto será resolvido na Justiça", afirmou.Ao ser questionado sobre a possível volta do delegado Protógenes Queiroz ao caso, Machado disse considerá-lo cordial e educado. "Ele tem uma impressão inicial desfavorável a Dantas, mas acredito que ele possa evoluir para perceber que tudo aquilo que imagina ser irregular corresponde a uma pratica absolutamente dentro da lei na gestão do Opportunity", respondeu.

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