Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Damares diz que no seu ministério emenda sai sem propina

Antes, porém, a própria ministra havia elogiado Milton Ribeiro

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2022 | 23h56

BRASÍLIA — A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, disse nesta quinta-feira, 24, que em sua pasta as emendas parlamentares saem “sem propina”. A declaração de Damares foi feita no momento em que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, é acusado de liberar recursos para prefeituras indicadas por dois pastores que comandam uma espécie de gabinete paralelo no MEC.

“Vou lhe dizer uma coisa. O movimento LGBT está muito contente com nosso ministério. Por que? A gente libera as emendas sem pedir propina. A gente libera as emendas sem pedir pedágio”, afirmou Damares ao participar da transmissão ao vivo nas redes sociais ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

Antes, porém, a própria ministra havia elogiado Milton Ribeiro, depois de Bolsonaro dizer que botava “a cara toda no fogo” por ele. Bolsonaro admitiu pressão para demitir Ribeiro, mas disse que ele é alvo de “covardia”. Damares, por sua vez, afirmou que o titular da Educação é uma das pessoas mais honradas que conhece.

O Estadão mostrou que um dos pastores responsáveis pelo gabinete paralelo no MEC pediu pagamentos em dinheiro, e até em ouro, em troca da liberação de verba para a construção de escolas e creches. Segundo o prefeito de Luís Domingues (MA), Gilberto Braga, o pastor Arilton Moura solicitou R$ 15 mil antecipados para protocolar demandas da prefeitura e mais um quilo de ouro após a liberação do dinheiro. Moura não quis se manifestar.

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