Dalai Lama: China pode ter planejado envenená-lo

O líder budista do Tibete, Dalai Lama, teme que a China possa ter planejado matá-lo por mulheres agentes treinadas com veneno em seus cabelos e roupas, disse ele ao jornal britânico Sunday Telegraph.

REUTERS

13 Maio 2012 | 13h04

A China controla o Tibete desde 1950, e o governo chinês acusou repetidamente os tibetanos exilados, incluindo o Dalai Lama, de alimentarem a dissidência contra as suas regras. O líder espiritual fugiu à Índia em 1959 depois de um levante fracassado.

No ano passado, ele foi alertado de que os agentes chineses treinaram mulheres tibetanas para matá-lo, reportou o Sunday Telegraph.

Perguntado sobre o plano de assassinato, Dalai Lama disse:

"Ah, sim. No cabelo envenenado e no cachecol envenenado. Então elas dizem que estão doentes, pedindo a minha benção. E a minha mão as toca. Este tipo de informação que recebemos".

"Eu não sei se está 100 por cento correta ou não. Não há possibilidade de checar" , adicionou, ao falar em um inglês não muito fluente em um vídeo postado no website do Sunday Telegraph.

Os comentários do Dalai Lama ocorrem após uma séria de auto-imolações e protestos contra o controle chinês nas áreas do país habitadas por tibetanos, levando o Partido Comunista a apertar a segurança.

O Prêmio Nobel da Paz de 76 anos de idade era esperado em visita à Catedral de St. Paul, em Londres, na segunda-feira, para receber o Prêmio Templeton, de 1,7 milhão de dólares, pelo seu trabalho em afirmar a dimensão espiritual da vida.

(Reportagem de Mohammed Abbas)

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