''Dá pra ganhar no 1º turno'', diz Lacerda

Ascensão no Ibope deixa confiante o candidato de Aécio e Pimentel

Eduardo Kattah, BELO HORIZONTE, O Estadao de S.Paulo

01 de setembro de 2008 | 00h00

O candidato do PSB à prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, disse que está confiante numa vitória no primeiro turno após o resultado da pesquisa do Ibope, contratada pelo Estado e pela TV Globo. O levantamento, o primeiro após o início do horário eleitoral gratuito, mostrou que a intenção de voto em Lacerda saltou de 9% para 40% em apenas duas semanas. Apoiado pelo governador Aécio Neves (PSDB) e pelo prefeito Fernando Pimentel (PT), Lacerda ultrapassou Jô Moraes (PC do B) - que oscilou negativamente de 18% para 15% na preferência do eleitorado - e venceria no primeiro turno, pois seu índice supera a soma de todos os adversários (29%)."Vamos com tranqüilidade. Acho que dá para ganhar no primeiro turno", disse Lacerda, que no sábado fez caminhada pelo bairro do Taquaril, ao lado do seu vice na chapa, Roberto Carvalho, do PT. "Estou muito feliz porque isso reflete a boa aceitação da minha trajetória, dos meus apoios, das minhas propostas''. Para Lacerda, a presença de Aécio e Pimentel em sua campanha é fundamental, mas não é o único motivo para a sua rápida ascensão. "Naturalmente, o governador e o prefeito são fiadores dessa proposta. A população quer a continuidade da união entre os dois", advertiu. "Efetivamente, Belo Horizonte tem tido bons prefeitos. Eles têm geralmente perfil parecido. São de classe média alta, classe média, pessoas que inspiram confiança. Acho que me encaixo nesse perfil".?SURPRESA?Jô Moraes disse que recebeu "com grande surpresa" o resultado do Ibope. Com certa ironia, classificou o crescimento de Lacerda na pesquisa como "um fenômeno meteórico-eleitoral nunca antes visto nesse País, como diria o presidente Lula".Ao Estado, a candidata do PC do B afirmou que vai consultar sua assessoria e cientistas políticos para que lhe expliquem essa evolução. "Nas leis normais do processo eleitoral isso não se explica", afirmou. "Ele é um personagem absolutamente desconhecido da cidade. Para ter uma alavancagem tão meteórica era preciso que a sociedade estivesse envolvida numa letargia política, o que não é o que se dá em Belo Horizonte.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.