D. Thomaz Balduíno critica Aracruz e defende MST

O conselheiro da Comissão Pastoral da Terra (CPT), D. Thomaz Balduíno, fez duras críticas à Aracruz Celulose, empresa cujo laboratório e um viveiro de mudas, localizados em Barra do Ribeiro, a 56 quilômetros de Porto Alegre, foram destruídos por integrantes do MST. "A Aracruz não tem autoridade moral. Ela praticou anos de violência e secou 1,5 mil nascentes. Ela deveria calar a boca", disse ele, após o lançamento da publicação da CPT "Conflitos no Campo - Brasil 2005".D. Thomaz foi cauteloso ao comentar denúncias de que haveria armas e violência sexual entre os integrantes do MST, particularmente em acampamentos do Rio Grande do Sul. Ele reconheceu que os integrantes do MST podem incorrer em erro em suas atividades. Disse, porém, que suspeita de que muitas denúncias contra os integrantes do movimento sejam feitas por agentes infiltrados da Polícia Militar. "Não é um movimento que a gente possa canonizar mas é a grande força patriótica do País", afirmou.Ele destacou que os movimentos sociais apóiam o governo Lula porque "morrem de medo de que o País volte para a direita". "Nós nos agarramos no Lula embora continuemos a criticá-lo", afirmou.D. Thomaz classificou ainda como um "golpe de última hora" a alternativa de um eventual impeachment, que vem sendo defendida por alguns parlamentares.

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