D. Luciano cobra do governo prioridade para reforma agrária

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e de outros movimentos sociais participaram hoje, em Belo Horizonte, da missa de sétimo dia pela morte de cinco sem-terra, assassinados a tiros em um acampamento do MST, na cidade de Felisburgo (MG). A celebração foi presidida pelo arcebispo de Mariana e ex-presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Luciano Mendes de Almeida, que cobrou do governo federal prioridade para a reforma agrária em 2005. "Para qual não devem faltar recursos", ressaltou. Para d. Luciano, a chacina no acampamento Terra Prometida deve servir de "advertência, de como a questão é séria e de como a violência (no campo) pode crescer". O quê podemos fazer para que o governo federal considere prioritária a questão da terra?", questionou o arcebispo, durante o ato religioso.Ele afirmou que em Minas Gerais há terras devolutas suficientes para assentar as cerca de 18 mil famílias acampadas no Estado à espera de assentamento.A missa foi celebrada na Igreja São José, região central da capital mineira. Cinco cruzes e cinco velas acesas foram colocadas no altar, simbolizando os acampados mortos.Antes do culto, os sem-terra participaram de um ato de protesto em frente ao Tribunal de Justiça, também na região central da cidade. Segundo a coordenação do MST em Minas, a manifestação tinha como objetivo pressionar pela "punição imediata dos mandantes e executores do massacre".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.