CUT sai desanimada de reunião com Lula

O presidente da CUT, Luiz Marinho, saiu na noite desta sexta-feira desanimado do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "As coisas estão muito difíceis por aqui", disse ao se referir ao aumento do salário mínimo e também à sugestão, apresentada pela entidade, da criação de forças emergenciais de trabalho. De acordo com Marinho, o valor do novo salário mínimo, que o presidente prometeu divulgar até quarta-feira, vai variar entre R$ 260,00 e R$ 270,00, o que é inferior ao pretendido pela central sindical, de R$ 300,00. Ele disse que o presidente anunciar um conjunto de medidas para marcar o Dia do Trabalhador, mas que não falou concretamente sobre elas.Marinho também se mostrou decepcionado com relação à proposta apresentada para o governo de criação de frentes de trabalho emergenciais nos grandes centros urbanos. "Eu tinha mais esperança nessa audiência em relação às frentes de trabalho", afirmou. De acordo com o sindicalista, o presidente ficou de dar uma resposta em 10 dias, mas argumentou que tem outras alternativas, como os investimentos dos bancos oficiais em saneamento, infra-estrutura e habitação. Para o presidente da CUT, isso só trará resultados a médio e longo prazo e é preciso que alguma ação seja adotada agora. "A curto prazo o crescimento da economia e os investimentos que serão feitos não resolverão o problema do emprego", afirmou.Marinho disse ainda que o presidente ficou de analisar uma proposta de correção da tabela do imposto de renda, reivindicação também apresentada na reunião de hoje. Uma resposta será dada na próxima semana. Segundo ele, é a primeira vez que o governo cogita discutir esse assunto. A CUT pediu também que o governo melhore a proposta de reajuste do funcionalismo público. E pediu uma resposta antes do dia 10, data para a qual está marcada uma greve de diversas categorias de servidores. O governo ficou também de estudar o assunto.

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