CUT realiza protestos contra Rede Globo e Band no Rio

Pequeno grupo de manifestantes organizados pela entidade fizeram atos nas sedes das emissoras na capital fluminense

Daniele Villela, O Estado de S. Paulo

01 Abril 2015 | 18h12

Rio - A Central Única dos Trabalhadores (CUT) promoveu na tarde desta quarta-feira, 1, protesto em frente à sede da Rede Globo, no Jardim Botânico, zona sul do Rio. Com faixas e cartazes, o ato teve a participação de cerca de 130 pessoas (avaliação da Polícia Militar), uma banda e um grupo de teatro com fantasias e confetes.

Os manifestantes encenaram o que "enterro simbólico" da Globo, pediram mais rigor nas investigações sobre o envolvimento de integrantes de grandes empresas de comunicação no esquema de evasão fiscal e de divisas em contas do banco HSBC na Suíça. Também participaram do protesto membros da Frente Internacionalista dos Sem Teto (Fist), moradores da comunidade do Horto (vizinha ao Jardim Botânico) e cerca de 40 ex-moradores de uma ocupação da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae).

O grupo chegou em vans e recebeu lanche dos organizadores do ato. Mais cedo, um grupo menor, com cerca de 50 pessoas, fez a mesma manifestação em frente à sede da Rede Bandeirantes, em Botafogo, na zona sul. 

Band. Mais cedo, cerca de 50 pessoas se reuniram por volta das 14h em frente à sede da Rede Bandeirantes, no bairro de Botafogo, na zona sul, para o que chamaram de "enterro simbólico" da emissora. O grupo também pediu mais rigor nas investigações sobre o esquema de evasão fiscal e de divisas em contas do banco HSBC na Suíça. Um caixão e uma banda de fanfarra foram levados para o ato.

Houve distribuição de lanche para cerca de 30 pessoas, ex-moradores da ocupação da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae), que participaram da manifestação segurando faixas e cartazes. "Estamos morando na rua com nossas crianças, a Prefeitura não fez nada", disse uma mulher que não quis se identificar.

"Eles fazem uma lavagem cerebral no povo brasileiro, se aproveitam da ignorância política das pessoas para pedir justiça, enquanto eles mesmos sonegam trilhões", afirmou Fabiola Mônica, diretora da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

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