CUT quer votação nominal para mudanças na CLT

A CUT está montando mais uma "frente de guerra" para tentar impedir que o Congresso aprove nesta terça-feira as mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O presidente nacional da central, João Felício, vai enviar ainda hoje uma carta ao presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), pedindo que a votação seja nominal e não por meio do painel eletrônico, que apresentou problemas na semana passada."Queremos que o voto seja aberto. Não há por que os deputados não mostrarem suas caras na hora da escolha. É um absurdo, pois a medida é extremamente impopular e nós acreditamos que o deputado que votar a favor do projeto, ficará prejudicado nas eleições do próximo ano", avalia Felício.A CUT também enviará um documento aos candidatos à presidência da República para que eles se posicionem a respeito do assunto. "É importante que os presidenciáveis se pronunciem porque, com certeza, o tema será longamente debatido no próximo ano", afirmou.Nesta terça-feira, representantes da central farão novamente "barreiras" nos principais aeroportos do País na tentativa de convencer os deputados que embarcarem para Brasília a votarem contra o projeto. Haverá também grupos recepcionando os parlamentares no Distrito Federal."Estamos ainda fazendo um trabalho de convencimento. O projeto pode até passar no Congresso, mas encontrará dificuldades para ser aprovado no Senado, principalmente, com as eleições de 2002. Além disso, ainda temos outros recursos para tentar impedir as alterações, como recorrer ao Supremo (Tribunal Federal)", disse Felício.Representantes da CUT estão redigindo um documento, em parceria com as demais centrais sindicais (CGT, SDS e Força Sindical ? na pessoa do vice-presidente da entidade, Francisco Calazans Lacerda) para ser entregue aos deputados. "Trata-se de um documento revelando que, entre outras coisas, a população não tem idéia do que está sendo votado no Congresso", disse o presidente da CUT.

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