CUT quer reunir 15 mil em ato por direitos trabalhistas

Manifestação da quarta-feira vai defender direito de greve de servidores

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2011 | 00h00

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) quer reunir 15 mil pessoas em Brasília, na próxima quarta-feira, para o Dia Nacional de Mobilização. A central prevê uma série de manifestações e uma concentração de sindicalistas no Congresso, para pedir a retirada de projetos que, na sua avaliação, prejudicam os trabalhadores. A principal preocupação é com futuras restrições ao direito de greve dos servidores públicos.De acordo com a organização, o evento deve ter início às 10 horas, em frente à Catedral de Brasília, onde está previsto um ato político. Em seguida, os sindicalistas partirão rumo ao Congresso. Ao meio-dia, eles farão um abraço simbólico em torno dos prédios da Câmara e do Senado. As lideranças esperam ser recebidas por ministros e parlamentares.A pauta de reivindicações inclui 8 itens. Entre eles, a manutenção do veto do governo à chamada Emenda 3, que proibia os auditores da Receita Federal de autuar ou fechar as empresas prestadoras de serviço constituídas por uma única pessoa, quando entendessem que a prestação de serviços para outra empresa era, na verdade, uma relação trabalhista.Os sindicalistas querem também o fim do interdito proibitório, medida que, segundo os sindicalistas, proíbe os profissionais de protestar por melhores condições de trabalho e se organizar para isso. O recurso vem sendo usado para barrar, antecipadamente, manifestações.PARALISAÇÕESUm balanço feito pelo Estado, em 24 de julho, indicou que quase 91 mil servidores federais estavam em greve, alguns deles há mais de 2 meses, criando um grave problema para o Palácio do Planalto administrar. Contou, também, o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sido sindicalista - argumento usado pelos manifestantes.À época, os servidores do Ministério da Cultura estavam de braços cruzados havia 72 dias. Em alguns setores, a paralisação gerava efeitos graves, como nos hospitais-escola. No Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), paralisado havia 66 dias, a distribuição de cestas básicas era afetada.Nos últimos dias, algumas greves foram encerradas, principalmente com o corte no ponto - medida adotada no Incra e no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por exemplo. O endurecimento do governo com os grevistas veio também pelo próprio presidente, que vetou negociação com algumas categorias, enquanto não retomassem o trabalho.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.