CUT promete pressionar o governo em seu programa de TV

Com o programa de televisão em rede nacional com meia hora de duração, a ser levado ao ar a partir do próximo sábados, às 14h15 pela RedeTV!, a CUT cria um novo instrumento de pressão sobre o governo federal. Nesta terça-feira, será feita a primeira apresentação do programa, em sessão no Congresso, com as presenças dos ministros da Casa Civil, José Dirceu; da Articulação Política, Aldo Rebelo; do Trabalho, Ricardo Berzoini; e da Secretaria de Comunicação da Presidência, Luiz Gushiken."Não pretendemos transformar o programa em panfleto reivindicativo e sindical, mas teremos conteúdo político e reflexivo, no qual debateremos a conjuntura", afirmou o presidente da central, Luiz Marinho. "Será mais um instrumento de comunicação da CUT, inclusive para denúncias, até contra o governo." O sindicalista negou que a central queira aproveitar esse ano de eleições municipais para defender determinados candidatos. "Isso nunca passou pela nossa cabeça, nem analisamos se esse era um ano eleitoral. Queremos fazer um programa de vida longa, com duração, que não fique apenas nesse ano", disse.O custo mensal do programa será de R$ 300 mil, conforme acerto entre CUT, RedeTV! e a agência de publicidade Fischer América, com a garantia de financiamento pela central por três meses. A meta é encontrar anunciantes para o financiamento do programa. O presidente da CUT garantiu que não haverá restrição de anunciantes, mesmo que sejam bancos ou montadoras de automóveis. "O Brasil caminha para relações modernas entre capital e trabalho. A CUT conta com mais de 3,5 mil sindicatos e mais de 20 milhões de trabalhadores somam-se em nossa base. Penso que um anunciante minimamente inteligente gostará de anunciar no nosso programa", argumentou Marinho. "Teremos autonomia, independentemente do anunciante".

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