CUT e Força Sindical divergem sobre greve geral contra reforma trabalhista

A primeira defende logo uma greve geral; já a segunda defende uma paralisação como 'último recurso'

Pedro Venceslau e Gilberto Amendola, O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2016 | 11h47

As duas maiores centrais sindicais do Brasil, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical, divergem sobre a estratégia de "reação" ao projeto de reforma trabalhista que o governo de Michel Temer pretende enviar ainda esse ano ao Congresso Nacional.

Ligada ao PT, a CUT defende a convocação de uma greve geral contra as mudanças na CLT que serão propostas pelo presidente. Proxima a Temer, a Força Sindical defende a greve como "último recurso". Os líderes das duas organizações trataram do assunto em um almoço na semana passada, mas não chegaram a um consenso.

"É um pouco sonho falar em greve geral. Não tem a mínima condição. Primeiro vamos esgotar todo o tipo de negociação", disse ao Estado o deputado Paulinho da Força (SD-SP), fundador e principal líder da central de mesmo nome.

"Vamos parar o que der para parar e atrasar o que der para atrasar. Se mexeram nos nossos direitos vai ter greve geral", rebateu Vagner Freitas, da CUT.

A reforma trabalhista que será apresentada pelo governo pretende elevar o limite da jornada de trabalho de 8 para 12 horas.

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