CUT diz que torce pelo êxito da mobilização dos servidores

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, disse hoje que a entidade não participará diretamente da mobilização dos servidores, amanhã, contra a reforma da Previdência, mas se solidariza e torce pelo seu êxito. Para Marinho, as mobilizações colaboram com a negociação. A CUT discorda, contudo, da reivindicação para retirar o projeto de emenda da reforma do Congresso - defendida por algumas entidades. "A retirada é um caminho perigoso", argumentou Marinho, que acompanha a primeira audiência pública realizada pela Câmara para debater a reforma previdenciária, hoje, em Porto Alegre. Marinho lembrou que o governo tem maioria no Congresso e a estratégia, portanto, de defender a retirada do projeto pode levar à aprovação da proposta original de reforma. Marinho também comentou o comportamento dos parlamentares do PT que são contrários ao projeto. Como sindicalista, Marinho diz que não se posiciona sobre essa questão, mas observou que "um partido é como um clube: os sócios têm de concordar com seus estatutos, diretrizes e decisões de maioria". Ele diz que cabe ao partido analisar se o grau de indisciplina é suficiente para uma punição. "Meu conselho a eles é, se caso chegar numa situação que vá caminhar por um processo de expulsão, façam uma separação amigável."

Agencia Estado,

07 de julho de 2003 | 13h58

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