CUT diz que parlamentares devem deixar a "demagogia de lado"

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, mandou hoje um duro recado para parlamentares do Congresso Nacional que têm manifestado intenção de alterar a medida provisória que estabelece o novo salário mínimo de R$ 260,00 para um valor superior: que deixem a demagogia de lado e se preocupem em criar uma política contínua de correção do mínimo."Podem (os parlamentares) falar em mínimo de R$ 280,00, R$ 300,00, R$ 500,00, que tanto faz, porque foram eles que aprovaram o mínimo de R$ 256,00 no Orçamento deste ano e agora fazem jogo de cena porque o governo subiu apenas para R$ 260,00", afirmou."Todos aqueles que se dizem preocupados com o aumento do salário mínimo deveriam ajudar no planejamento de recuperação contínua, porque senão continuaremos perdendo nosso valioso tempo, vai continuar esse jogo da hipocrisia, mas um capítulo da novela "me engana que eu gosto", com participação do governo, empresários, sindicatos, intelectuais e a imprensa em abril de todo ano", opinou.Ele disse que a CUT vai apoiar qualquer iniciativa parlamentar para reajustar o salário mínimo, mesmo que a compensação financeira venha com um reajuste menor para o salário-família. "O que a sociedade tem que fazer é discutir qual política deseja para o mínimo, estabelecer um plano de longo prazo de reajuste e recuperação do mínimo, e só depois formatar o orçamento da União. Nossa inteligência deveria se voltar para desatar os nós de estados, municípios e Previdência, que impedem um reajuste maior para o mínimo", acentuou.

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