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CUT defende política fixa de valorização do mínimo

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, elogiou hoje, por meio de nota, a aprovação pela Câmara dos Deputados da uma política fixa de valorização do salário mínimo até 2015, iniciativa que avaliou como uma "inegável vitória da classe trabalhadora".

EQUIPE AE, Agência Estado

17 de fevereiro de 2011 | 17h54

"Apesar de não ter sido aprovado o valor de R$ 580 para 2011, a garantia da política de valorização permanente é um resultado importante que deve ser destacado", ressaltou. De acordo com o sindicalista, a previsão é de que, até 2012, o mínimo nacional chegue a R$ 620. "E nos anos seguintes continuará crescendo com significativos aumentos acima da inflação".

A proposta do governo federal de elevar o salário mínimo para R$ 545 foi aprovada ontem pela Câmara do Deputados, depois da derrota de emendas que previam valores de R$ 560 e R$ 600 de autoria do DEM e do PSDB, respectivamente. Apesar da oposição ter proposto pisos mais próximos ao defendido pela CUT, Henrique acusou os oposicionistas de tentarem "acabar" com a política de valorização permanente do salário mínimo ao se posicionarem contra o reajuste automático. "Até então, os aumentos só viravam realidade porque o governo editava todo o ano uma medida provisória. Agora, com a aprovação pelo Congresso, os aumentos vão ocorrer sem sobressaltos nem hipocrisias e demagogia".

O presidente da CUT ressaltou ainda o compromisso do governo federal na correção da tabela do Imposto de Renda (IR) e considerou "uma vitória" a promessa de criação de uma mesa de negociação para discutir o reajuste aos aposentados.

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