CUT defende contratação de 41 mil pelo governo federal

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, defendeu a intenção do governo federal em contratar 41 mil novos servidores públicos esse ano dentro do sistema de reforma administrativa pretendida pela administração Luiz Inácio Lula da Silva. O sindicalista contrapôs a avaliação da oposição ao governo Lula de que as novas contratações vão inchar a máquina administrativa pública. "Dizer que o Estado brasileiro está inchado é uma irresponsabilidade, porque os órgãos públicos estão destruídos e não prestam serviço adequado à população", argumentou Marinho. Para ele, as contratações têm o objetivo de reforçar o papel do Estado e, consequentemente, melhorar os serviços prestados à população. "A Polícia Federal, por exemplo, precisa de mais agentes. Isso não é inchar o Estado", citou.Marinho admitiu que a expansão de quadros exigirá mais gastos do governo. Ele refutou, no entanto, que isso possa resultar em aumento de impostos. "Essa equação será resolvida com maior crescimento econômico, redução dos juros e revisão da política de relacionamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Somos contra um superávit primário de 4,25% do PIB que limita os recursos para os investimentos do Estado e a contratação de pessoal", argumentou.

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