CUT ameaça apoiar greve dos servidores contra Previdência

Caso a CUT não tenha as principais reivindicações atendidas na reforma da Previdência, o presidente da central historicamente ligada ao PT, Luiz Marinho, ameaça fortalecer a greve dos servidores públicos. "Se não houver possibilidade de diálogo, é possível o crescimento da greve", afirmou Marinho, que se reunirá nesta sexta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pedir alterações na proposta.Ele disse que o texto apresentado hoje pelo relator José Pimentel (PT-CE) "está longe para dar condições para qualquer apoio da central". O sindicalista disse que a reunião com Lula será "mais um passo" para a alteração da reforma. "Vamos travar o debate no Congresso independentemente do resultado do encontro de amanhã com o presidente", disse. "Vamos repetir pedágios nos aeroportos e visitas às residências dos parlamentares para que eles mudem a reforma".Para ele, se o governo quis em algum momento contentar a CUT, trabalhou mal. "Se isso é tentar agradar, não sei o que é desagradar", afirmou. "Somos teimosos, insistentes e vamos esperar essa novela terminar, o que está longe. Gol de virada é mais saboroso".Segundo o sindicalista, os principais pontos defendidos pela CUT não foram atendidos, principalmente a elevação do teto de aposentadoria para R$ 4,8 mil, a não taxação de inativos e a preservação dos menores salários, com eliminação do redutor para a aposentadoria conforme o período de permanência do servidor público no cargo ou prestando serviço ao governo.Entre os pontos positivos do texto de Pimentel, o sindicalista citou a menor redução das pensões no valor de até R$ 1.058,00. "É positiva a inclusão da proteção, mas ainda não satisfaz o interesse da CUT porque pleiteávamos a manutenção das pensões até o teto", disse.Ele também citou como positivo a criação de fundos de pensão fechados para os servidores, com a administração mista entre governo, funcionários e movimentos sindicais. Outro ponto destacado por Marinho é a possibilidade da constituição de um grupo de trabalho, nos próximos 60 dias, para a apresentação de uma lei que atenda aos "40 milhões de excluídos".

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