Custo da reforma agrária é inviável, afirma Dirceu

O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, afirmou hoje que é necessário repensar a reforma agrária no Brasil. "Não pode ser do jeito que está, pois o custo é inviável", comentou o ministro, durante palestra para empresários da Câmara de Comércio França-Brasil.Segundo Dirceu, um dos pontos que devem ser repensados com o atual processo é o alto custo dos assentamentos. Apesar de defender uma análise da atual sistemática, o ministro garantiu que o governo vai continuar com os assentamentos.Para Dirceu, é fundamental que o País avance na área social. "Apesar da gravidade da situação fiscal do País, temos feito um grande esforço na área social", disse, citando como exemplo as ações na área de saneamento.Após a palestra para empresários franceses, o ministro reuniu-se com o cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Cláudio Hummes. Ao deixar o encontro, Dom Cláudio disse que foi pedir a Dirceu que, na medida provisória que o governo enviará ao Congresso sobre a Biossegurança, os transgênicos sejam separados da pesquisa com embriões, ou seja, que sejam enviadas duas medidas provisórias.O cardeal disse que a posição da Igreja Católica é contrária à pesquisa com embriões. Dom Cláudio disse que, se as pesquisas com célula-tronco não incluírem embriões, mas sim outras partes do corpo humano, não há problema. "Somos contrários à utilização de embriões, pois eles representam a vida."O arcebispo de São Paulo disse que o tema reforma agrária não foi tratado no encontro com José Dirceu. Apesar disso, Dom Cláudio disse que é necessário "reinventar" a reforma agrária. Ele acredita que não basta apenas assentar e que é necessário investir na capacitação das pessoas desses assentamentos, para todos, inclusive a economia, tenham benefícios.Depois do encontro com Dom Cláudio Hummes, Dirceu seguiu para Porto Alegre (RS) para participar da campanha de correligionários petistas. Ele já havia declarado que, nesta reta final de primeiro turno, vai utilizar os finais de semana para fazer campanha para os companheiros de partido.

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