Curiosos insistem em encontrar Lula no Guarujá

O fim da chuva que tomou conta do Guarujá na segunda-feira animou os curiosos que querem de qualquer forma algum contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tirou dez dias de folga em uma praia reservada do Exército, no Forte dos Andradas. Nesta terça-feira, uma mulher com ramos de flores insistiu na porta de acesso ao forte que queria entregar pessoalmente o mimo ao presidente. Pouco depois, surpreendeu-se ao ser retirada pelos soldados de plantão de dentro de um carro da comitiva. Ao final da tarde, Francisca Ferreira Fernandes, conhecida como dona Lili, trouxe um grande ramalhete de rosas vermelhas para entregar a Lula. "Meu sonho é ir até Brasília e conhecer o Palácio do Alvorada, com o presidente", revelou dona Lili, trajando a roupa lilás e a faixa de Miss Simpatia Feliz Idade do Guarujá, concurso que venceu em dezembro. No último sábado, dona Lili, que tem 65 anos, deixou uma cesta de flores campestres na portaria do forte para entregarem ao presidente. "Daquela vez vim como povão. Hoje estou como miss e quero entregar as flores pessoalmente", repetia aos jornalistas. Após alguns minutos, no entanto, cedeu e pediu que os militares levassem as flores. "Mas vou ficar aqui esperando uma resposta do oficial responsável. E se não for recebida hoje, volto amanhã, podem esperar."Questionada sobre o quê a fazia acreditar que seria recebida, uma vez que o irmão de Lula, Germano Inácio da Silva, tentou entrar no forte no domingo sem sucesso, reagiu com humor. "O irmão caçula do Lula? Quem manda ele ser bobo (risos). Eu vou insistir, ele faça o que eu estou fazendo, ele tem que insistir", recomendou, ressaltando que desde 1998, quando retornou às passarelas, venceu todos os oito concursos que disputou."Meu neto tira sarro de mim, diz que eu compro o júri. Mas não tem isso não, é garra mesmo", garantiu. "Quando você quer alguma coisa tem que ir em frente, é o que eu estou fazendo hoje. Eu não quero? Eu tenho que insistir. Essa é minha maneira de ser, de encarar a situação", concluiu a senhora, ainda em dúvida sobre qual caracterização adotaria para tentar convencer os militares nos próximos dias a deixá-la se encontrar com o presidente.

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