Cúpulas do PSDB e do DEM reagem a nova fase de Alckmin

Rodrigo Maia pede interferência de Guerra contra ?ataques descabidos? do candidato

Cida Fontes e Ana Paula Scinocca, O Estadao de S.Paulo

18 de setembro de 2008 | 00h00

A estratégia do candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, de bater duro no prefeito Gilberto Kassab (DEM) mobilizou as cúpulas do PSDB e do DEM, além de deixar irritado o governador tucano José Serra. O temor é de que uma radicalização de Alckmin ponha em risco não apenas a aliança dos dois partidos em um eventual segundo turno com Marta Suplicy (PT), mas também provoque feridas para 2010. PSDB e DEM são aliados históricos.A pressão mais forte partiu do DEM. Preocupados e contrariados com o comportamento de Alckmin, o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), e o ex-senador Jorge Bornhausen (SC) se revezaram, nas últimas 24 horas, em queixas ao presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Eles pediram a interferência de Guerra, que vem repassando a orientação à campanha de Alckmin. "Temos sofrido ataques descabidos do PSDB, sobretudo em São Paulo. Não achamos que é a melhor maneira de tratarem um antigo aliado", disse Maia ao Estado.O presidente do DEM acusou o próprio candidato do PSDB de agir feito "biruta de aeroporto". "O Alckmin sempre teve o estilo do bom moço. Agora, está como lobo vestido de vovozinha. Isso pode prejudicar uma aliança futura."Rapidamente, Guerra repassou a insatisfação aos alckmistas. Ele telefonou ao coordenador-geral da campanha tucana, deputado Edson Aparecido, e foi direto: "Se o Alckmin adotar uma atitude agressiva e ofensiva, poderá dificultar depois o apoio do DEM." E sugeriu "críticas administrativas". Alckmin disse ontem que não recuará dos ataques ao antigo aliado. "Não vou mudar o tom. (Não haverá) nenhum ataque pessoal a quem quer que seja. Agora, abordar os problemas do povo é dever de um candidato", afirmou o tucano, após carreata. No evento, o jipe em que Alckmin estava apresentou problemas e o candidato teve de ajudar a empurrá-lo no meio de uma avenida movimentada na zona sul. O jipe Willys, ano 66, estreava na campanha.

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