Cúpula petista fecha discurso de apoio a Dilma Rousseff

Ministra foi ciceroneada pelo ex-ministro José Dirceu e falou pouco; ordem é guardar discurso para o sábado

Rodrigo Alvares, estadao.com.br

18 de fevereiro de 2010 | 15h03

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, minimizou a recepção que teve de caciques e militantes nesta quinta-feira, 18, no 4º Congresso do PT. "Sábado, 20, eu ainda vou ser pré-candidata, e hoje eu nem pré sou", declarou. Ela chegou ao evento vestindo uma blusa azul em vez de vermelha, símbolo do PT. A ministra contou que está "guardando o vermelho para o sábado". 

 

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Dilma será aclamada candidata do PT à Presidência da República em ato político que também terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia do congresso. Dilma participou nesta quinta pela manhã de um seminário com delegações internacionais convidados para o congresso. O debate ocorreu a portas fechadas. Petistas que aguardavam a chegada de Dilma já haviam avisado à imprensa que ela falaria o mínimo possível. A ordem é guardar o discurso para o ato de sábado.

 

A ministra foi ciceroneada por seu predecessor na Casa Civil José Dirceu, também muito assediado pela imprensa. "Ele é um dirigente do partido e como tal vai ser considerado", afirmou a ministra, que deixou esta tarde o Centro de Convenções Ulisses Guimarães, onde participou de seminário fechado com delegações internacionais, convidadas para o congresso petista. "Todos os dirigentes, todos os militantes do PT são bem-vindos, até porque deles eu dependo para me eleger", afirmou.

 

O ex-deputado afirmou que vai trabalhar na campanha "sempre que for chamado", mas disse que o PT se preparou bem para a primeira eleição sem o presidente Lula como candidato e usou o amplo leque de alianças com outros partidos como exemplo. Segundo Dirceu, seu apoio será feito às claras. "Já fui clandestino por dez anos. Meu tempo de clandestinidade já passou", disse.

 

Segundo ele, o nome de Michel Temer (PMDB-SP) para a vaga de vice de Dilma tem "resistência zero no PT". Questionado sobre a disputa em Minas Gerais, Dirceu afirmou que o prazo é consensual e lembrou a questão do José Alencar. 

 

São Paulo

 

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pediu sua candidatura ao governo de São Paulo e que o partido mantém interesse em fazer aliança com o PSB no Estado. "O melhor para nós é que Ciro fosse candidato em São Paulo", disse. "Nosso esforço é em relação aos partidos de esquerda."

 

Mais cedo, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que é pré-candidato ao Palácio Bandeirantes, afirmou que respeita muito o deputado e que vai respeitar a decisão do partido, mas ressaltou que a questão ainda está em aberto. Perguntado se o PT terá mais influência em um eventual governo Dilma, Suplicy disse que "Dilma tem um diálogo aprofundado com o partido", mas não acredita que isso vá acontecer.

 

O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, ironizou quando questionado se haveria um "risco Dilma" durante as eleições. "Vão acontecer outros riscos", afirmou. Ele criticou as recentes declarações do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, (PE) e disse que os tucanos devem apresentar seu plano econômico logo". 

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