Cúpula do PSDB em SP rejeita imagem de partido enfraquecido para 2012

Para dirigentes e pré-candidatos à Prefeitura, grupos descontentes 'advogam contra' o partido

Bruno Boghossian, do estadão.com.br

22 de novembro de 2011 | 12h05

Dirigentes e pré-candidatos do PSDB à Prefeitura de São Paulo atribuem a setores descontentes da legenda a avaliação de que a sigla estaria enfraquecida para as eleições do ano que vem. Os líderes do partido identificaram "um ou dois gatos pingados" que passaram a "advogar contra" a candidatura tucana nos bastidores das articulações políticas.

 

"Quem fala uma bobagem dessas não é do PSDB e não fala pelo partido", disparou o presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias.

 

"Essa imagem de que há um desalento (dentro da sigla) é uma covardia", disse o secretário de Minas e Energia de São Paulo, José Aníbal - um dos pré-candidato à Prefeitura.

 

Conforme noticiou o Estado na segunda-feira, 21, a cúpula do PSDB avalia que a situação do partido é difícil e trabalha com a possibilidade de não passar para o segundo turno. Uma alternativa à legenda seria abrir mão da cabeça de chapa para apoiar outro candidato.

 

Em um café da manhã realizado nesta terça-feira, 22, reuniram-se o presidente do PSDB paulista, o secretário-geral, César Gontijo, e três pré-candidatos: Aníbal, e os secretários estaduais Andrea Matarazzo (Cultura) e Bruno Covas (Meio Ambiente). O deputado federal Ricardo Trípoli, também pré-candidato, não participou do encontro.

 

Ao fim do encontro, os tucanos demonstraram indignação com os boatos de que o partido estaria desgastado. Publicamente, adotaram o discurso de que é inconcebível desistir da candidatura própria na capital, com o argumento de que a sigla domina o governo do Estado há quase duas décadas.

 

"O partido é forte, está em um bom momento e tem um governador bem avaliado. Por que desistiríamos de lançar um candidato?", questionou Matarazzo.

 

Os líderes do PSDB da capital defendem que o partido só comece a discutir alianças para as eleições após a escolha do candidato, em prévias que serão realizadas no primeiro trimestre do ano que vem.

 

Os pré-candidatos defendem a confirmação das prévias para janeiro, o que anteciparia a campanha tucana.

 

"Continuamos firmes em prol das prévias. Quero que sejam marcadas logo, não importa se para janeiro ou março", disse Bruno Covas.

 

"As coisas caminham bem para janeiro", resumiu Aníbal.

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