Cúpula do PSB quer dois terços do comando de futura legenda

Partido iniciou processo de fusão com o PPS nesta quarta

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

29 Abril 2015 | 18h11

BRASÍLIA- O discurso adotado pelos presidentes nacionais do PPS e PSB ao anunciar, na tarde de hoje, o início do processo de fusão foi o de que a divisão de espaços do novo partido será definida apenas durante o congresso extraordinário previsto para ocorrer até o meio do ano. O encontro deverá servir para confirmar a junção das duas legendas. 

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), afirmou que agora não é o momento para esse tipo de discussão. Sentado ao lado de Freire, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, nada falou, apenas consentiu. Apesar do gesto, Siqueira chegou à coletiva de imprensa poucos minutos depois de se reunir com a Executiva Nacional do PSB, em Brasília. Na reunião, por ampla maioria, a cúpula da legenda decidiu pela fusão com o PPS. Mas ponderaram que 2/3 dos postos de comando nacional da nova sigla devem ficar com representantes do PSB. 

Esse mesmo desenho de estrutura deverá se estender no âmbito dos diretórios estaduais e municipais. A predominância dos espaços também deve ocorrer no Congresso Nacional, onde o PSB tem a maioria dos parlamentares, podendo dessa forma impor a escolha dos próximos líderes de bancada na Câmara e Senado. 

Outro ponto que também já é consenso dentro do PSB, embora Roberto Freire tenha demonstrado que também não é o momento para uma definição, é o nome da nova sigla: PSB 40. A manutenção do nome se deve ao desempenho obtido na última eleição presidencial, disputa em que a candidata Marina Silva obteve cerca de 20 milhões de votos. "Não podemos abrir mão de uma marca de 20 milhões", afirmou ao Estado um dirigente do PSB. 

Embora ainda alguns pontos precisem ser acertados até uma confirmação da fusão, o entendimento por parte do PSB é que na maioria dos Estados não haverá disputa entre integrantes das duas legendas nas próximas eleições municipais de 2016. Há focos de brigas, entretanto, no Maranhão, Ceará, Paraná e Manaus.

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