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Cúpula do PMDB teme que antecipar desembarque do governo possa dividir partido

Integrantes da sigla confirmaram que havia consenso para que o partido oficializasse desembarque, desde que a decisão fosse tomada apenas no dia 12 de abril,

Isabela Bonfim, O Estado de S. Paulo

23 de março de 2016 | 14h09

Brasília - Após jantar com o vice-presidente Michel Temer, alguns dos principais porta-vozes do PMDB temem que antecipar decisão sobre desembarque do governo para o próximo dia 29 possa dividir o partido. Segundo eles, há resistência especialmente dos peemedebistas que integram o governo com cargos em ministérios. 

Integrantes da cúpula do PMDB confirmaram que havia consenso para que o partido oficializasse desembarque, desde que a decisão fosse tomada apenas no dia 12 de abril, como previamente acordado.

Já com a decisão de Temer de antecipar a convenção, é possível que o partido não assine conjuntamente o desembarque e deixe a convenção dividido, ponderam alguns. Segundo senadores que participaram do jantar desta terça-feira, 22, na residência oficial da vice-presidência, manter a convenção para o dia 29 não foi uma decisão unânime.

Na noite de ontem, Temer ouviu alguns membros da Executiva do PMDB, entre eles o senador Romero Jucá (RR), o líder do partido no Senado, Eunício Oliveira (CE), o ex-ministro da aviação Civil, Eliseu Padilha, o atual ministro dos Portos, Helder Barbalho, e o líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani (RJ).

Ainda ontem, os ministros Eduardo Braga (Minas e Energia) e Helder Barbalho conversaram diretamente com outros peemedebistas no Senado. Nesta manhã, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, que também é peemedebista também circulou pelo plenário do Senado. O objetivo é convencer outros parlamentares a pressionar Michel Temer e membros da Executiva a manter a convenção para o dia 12 de abril.

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