Cúpula do DEM quer desistência de seu candidato ao governo do DF

Na manhã desta terça-feira, a sigla escolheu, por dez votos a dois, o suplente de deputado Osório Adriano como candidato

Carol Pires - Agência Estado

06 de abril de 2010 | 18h15

A um dia do fim do prazo para inscrição dos candidatos ao cargo de governador do Distrito Federal - a ser escolhido em eleição indireta - , a cúpula nacional do DEM entrou em campo para dissuadir o Diretório Regional do partido de lançar um concorrente na disputa.

 

Na manhã desta terça-feira, 6, o DEM-DF escolheu, por dez votos a dois, o suplente de deputado Osório Adriano como candidato do partido. O DEM ainda não decidiu quem será o candidato a vice na chapa. E a candidatura ainda não foi registrada na Câmara Legislativa do Distrito Federal, responsável pela realização da eleição. Mas o DEM nacional é contra o envolvimento no pleito.

 

A eleição indireta definirá o sucessor de José Roberto Arruda, único governador eleito pelo DEM em 2006. Arruda é apontado como chefe de um esquema de corrupção, em Brasília, conhecido como "Mensalão do DEM". O mandato dele foi cassado por infidelidade partidária, por ter saído do partido pelo qual foi eleito. O ex-governador está preso por tentativa de subornar uma testemunha.

 

Por causa do escândalo político causado pela descoberta do mensalão em Brasília, o DEM forçou José Roberto Arruda e Paulo Octávio, então vice-governador, a abandonarem a legenda. O ex-presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente, também foi forçado a deixar o partido porque foi filmado guardando nos bolsos e nas meias maços de dinheiro supostamente ilegal. Os integrantes do DEM que tinham cargos no governo foram orientados a renunciar.

 

O presidente do DEM-DF, senador Adelmir Santana, avalia que o partido, ao lançar candidato na eleição indireta, pode voltar a se fortalecer. Seria uma estratégia para mostrar aos eleitores que o escândalo envolvendo Arruda não contaminou o partido.

 

Mas a cúpula nacional do DEM entende exatamente o contrário: que se envolver nas eleições poderia passar a impressão de que o DEM gostaria de voltar ao poder e redistribuir os partidários nos altos cargos da administração. A cúpula do partido conversou, há pouco, com Adelmir Santana, que ficou de conversar com Osório Adriano para que ele desista de participar da eleição.

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