André Dusek/Estadão
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Cunha volta a pedir rompimento do PMDB com Dilma

Embora aliados do presidente da Câmara sejam cotados para ocupar o Ministério da Saúde, parlamentar diz ser contra indicação de nomes da sigla para reforma ministerial e defende que partido saia do governo

Adriano Ceolin - enviado especial a Goiânia, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2015 | 15h07

Atualizado às 15h45

Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a defender nesta sexta-feira, 25, que seu partido rompa com o governo da presidente Dilma Rousseff. Ele é contra a indicação de nomes da sigla para a reforma ministerial que vem sendo negociada desde a semana passada.

"Só não vou participar (das conversas sobre reforma) como eu não quero que o PMDB participe", disse, após deixar evento do grupo Lide, em Goiânia. "A minha posição é muito clara, pública. Eu defendo que o PMDB saia do governo", concluiu.

Cunha lembrou que já foi convocado, para novembro, um congresso para definir o futuro do partido. "Acho até que deveríamos fazer uma convenção nacional", afirmou o deputado.

Apesar de manter sua fala oposicionista, Cunha aumentou o número de conversas com a presidente nos últimos dias. Na segunda-feira, os dois se falaram por telefone. Dilma o consultou sobre a reforma ministerial. Cunha considerou o gesto da presidente "uma gentileza", mas preferiu não dar opinião sobre o assunto.

Oficialmente, os líderes das bancadas do PMDB, Eunício Oliveira (Senado) e Leonardo Picciani (Câmara), foram escalados para tratar da reforma com Dilma. Nos bastidores, no entanto, toda a cúpula tem influenciado nas escolhas. Dois indicados por Picciani para o Ministério da Saúde são aliados de Cunha: Celso Pansera (RJ) e Manoel Júnior (PB). Até agora, Dilma ofereceu cinco pastas para o partido - duas para a Câmara, duas para o Senado e uma para o vice-presidente. As negociações, porém, emperraram por divergências no partido.

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