Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Cunha rejeita criação de CPI das pesquisas eleitorais

Presidente da Câmara, contudo, autorizou criação de três outras comissões para investigar violência contra negros e pobres, o sistema carcerário brasileiro e a máfia das próteses no País

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

04 de março de 2015 | 13h30

Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rejeitou, na manhã desta quarta-feira, 4, a criação da CPI para investigar a divulgação das pesquisas eleitorais desde 2000 e aprovou a criação três novas Comissões Parlamentares de Inquérito na Casa. No caso das pesquisas, Cunha considerou que não havia fato determinado, critério básico para a instalação de uma CPI. 

Junto à CPI da Petrobrás, passam a funcionar na Câmara: a da violência contra jovens negros e pobres (proposta pela petista de Minas Gerais Reginaldo Lopes), a do sistema carcerário (do petista de São Paulo Carlos Zarattini) e a da máfia das órteses e próteses no País (sugerida pelo peemedebista do Mato Grosso do Sul Geraldo Resende). 

Cunha também indeferiu a criação de uma comissão para averiguar denúncias de irregularidades em planos de saúde - protocolada pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP) - e o pedido do petista Paulo Teixeira (SP) para investigar as causas da violência no Brasil. 

Na Câmara podem funcionar cinco CPIs por vez. Com os deferimentos desta quarta, sobra apenas uma vaga para instalação de CPI na Casa. Aguardam autorização de funcionamento as CPIs do setor elétrico, sobre deficiência no atendimento a mulheres vítimas de violência, sobre crimes cibernéticos e da crise hídrica na região Sudeste.

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