Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Cunha recorrerá de decisão do STF sobre votação de contas de Dilma na próxima semana

Presidente da Câmara disse que vai tratar com os advogados da Casa na segunda sobre o assunto

DANIEL CARVALHO E BEATRIZ BULLA, O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2015 | 20h25

Brasília - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vai se reunir nesta segunda-feira, 17, com os advogados da Casa para discutir os termos do recurso que apresentará ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Luís Roberto Barroso a respeito da votação de contas dos presidentes da República.

Na última quinta-feira, 13, Barroso decidiu que as contas de presidentes precisam ser votadas por uma sessão conjunta do Congresso, ou seja por uma reunião de deputados e senadores, e não em cada uma das Casas de maneira separada.

"Tratarei disso na segunda. Os advogados vão trabalhar no fim de semana. Segunda, leio tudo", afirmou Cunha nesta sexta-feira, 14. Na quinta, ele já havia dito que a decisão de Barroso era "uma interpretação" e que ainda analisaria a medida a ser tomada. "Vamos ler, avaliar e, provavelmente, agravaremos, já que é um tema relevante e deve ser levado ao pleno", disse logo após a decisão do ministro, que tem caráter liminar.

Com a determinação de Barroso, a eventual votação pelos parlamentares das contas da presidente Dilma Rousseff, hoje em análise no Tribunal de Contas da União (TCU), deve ser conduzida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também presidente do Congresso. Na última semana, Renan se reaproximou do governo e a decisão do STF é vista nos bastidores como uma derrota para Cunha. A decisão tem caráter liminar (provisório) e portanto o mérito da discussão deve ser levado ao plenário.

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