Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Cunha quer pôr aliado no Conselho de Ética

DAIENE CARDOSO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2015 | 02h02

Foco das atenções em um ano em que a Operação Lava Jato tende a ser fonte para dezenas de representações contra parlamentares, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), articula para colocar um aliado seu na presidência no Conselho de Ética da Casa. Cunha, incluído na lista da Procuradoria-Geral da República como suspeito de integrar o esquema de corrupção da Petrobrás, quer Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) no posto.

Segundo fontes, o cargo já havia sido prometido ao petebista antes da sua eleição para presidente da Câmara, em 1.º de fevereiro. No entanto, deve haver disputa na sessão prevista para amanhã. Marcos Rogério (PDT-RO) e José Carlos Araújo (PSD-BA), antigos membros do órgão, querem disputar o posto.

Integrantes do PMDB revelam que Cunha já deixou claro que não apoiará o pedetista no controle do colegiado que julgará processos disciplinares por quebra de decoro parlamentar.

Além da presidência, outro assunto que promete tumultuar a sessão de amanhã será a permanência do deputado Lázaro Botelho (PP-TO) no grupo. Botelho também está entre os suspeitos da Lava Jato que serão investigados no Supremo Tribunal Federal. "Se ele ficar vai demonstrar à sociedade que não há isenção no conselho. É melhor que ele não esteja no colegiado", avaliou o deputado Sandro Alex (PPS-PR). / COLABOROU JOÃO DOMINGOS

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