Cunha: parte de crítica de Renan ao Temer é incorreta

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), comentou que parte das críticas do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), é incorreta. "Renan participou do processo de escolha de Temer como articulador político. Quando um presidente do Senado faz críticas desse tipo, ele precisa dizer sua motivação", declarou, em coletiva de imprensa na ExpoZebu 2015, ressaltando que a escolha da Presidente da República, Dilma Rousseff (PT) em ter Temer como seu articulador foi correta.

SUNHA INHESTA, Estadão Conteúdo

02 de maio de 2015 | 18h33

Entretanto, Cunha minimizou que o PMDB tenha rachas internos. "Como o próprio nome diz, em um partido é normal que se tenha divergências. Mas diferente do PT, que tem cerca de umas 15 correntes dentro do próprio partido, o PMDB não tem. Cada um tem o direito de que uma opinião", disse.

Sobre o pleito de impeachment de Dilma, defendido por alguns partidos da oposição, Cunha declarou que querer debater o tema é furtar debate correto do assunto. "Impeachment é inconstitucional, mas se tem alguém insatisfeito, que espere a próxima eleição para resolver a situação", falou. Para ele, o que ocorre hoje é uma queda de popularidade da presidente frente ao não cumprimento de promessas de campanha.

Ele ainda comentou que hoje o País vive uma crise de presidencialismo. "Se vivêssemos no parlamentarismo, a solução para a insatisfação com a presidente seria outro. Mas o que a Dilma está vivendo é a mesma situação que Fernando Henrique Cardoso (FHC) viveu em seu segundo mandato e ele sofreu muito", declarou. Ele destacou a importância das pessoas prestarem mais atenção em quem vão votar nas eleições, para depois não esperar quatro anos para resolver a insatisfação.

Reforma política

Na palestra com pecuaristas, fornecedores e autoridades, que conta agora com a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Cunha ainda disse que, apesar de não ter certeza do que pode ser aprovado da Câmara sobre reforma política, tem a sensação de que o que pode ser aprovado de imediato é um modelo de voto distrital. "Se não passar, dificilmente não passa outro modelo. Já o voto distrital misto é utopia. Mas o que vai acontecer é difícil", declarou.

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