Cunha nega que adiamento de votação seja manobra para impedir Conselho de Ética

Presidente da Câmara alega que sessão foi remarcada por falta de quórum e por questões técnicas, já que as urnas não estavam preparadas para a disputa entre duas chapas

Daniel Carvalho, Igor Gadelha e Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2015 | 19h43

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou nesta segunda-feira, 7, que o adiamento da eleição dos integrantes da Comissão Especial do impeachment seja uma manobra para inviabilizar a sessão desta terça-feira, 8, do Conselho de Ética que analisaria o processo contra ele por quebra de decoro parlamentar.

A votação da Comissão estava prevista para as 18h desta segunda-feira, 7, e foi remarcada para as 14h de amanhã, no mesmo horário em que está marcado o encontro do Conselho de Ética para votação do parecer preliminar pela continuidade do processo contra Cunha.

Cunha disse que não é possível realizar a sessão nesta noite por falta de quórum e por questões técnicas, já que as urnas não estavam preparadas para a disputa entre duas chapas. “Não há qualquer intuito protelatório no processo. Já seria adiado porque não há quórum. Há uma impossibilidade técnica de fazer uma eleição batendo chapa sem ter preparado o sistema para isso”, afirmou Cunha.

Eduardo Cunha afirmou ainda que, apesar de a sessão estar marcada para as 14h, a votação não começará antes das 17h30, o que daria algum tempo para o Conselho de Ética. “Não estou criando sessão na hora do Conselho de Ética. O Conselho de Ética é que marcou a hora na hora da sessão ordinária. Se possível, espero a deliberação. Não há nenhum intuito de impedir qualquer reunião do Conselho de Ética da nossa parte. Se não tivesse reunião do Conselho de Ética, provavelmente eu convocaria sessão extraordinária primeiro, com a pauta da eleição”, afirmou.

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