André Dusek/Estadão
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Cunha não dá prazo para analisar pedido de impeachment, mas será curto, diz líder do DEM

Deputado Mendonça Filho (PE) acredita que processo, protocolado nesta quarta, seja analisado até novembro pelo presidente da Casa 

Igor Gadelha e Daniel Carvalho, Agência Estado

21 Outubro 2015 | 13h23

Brasília - Em reunião com alguns líderes da oposição nesta quarta-feira o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não deu um prazo específico para decidir sobre o novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff protocolado na manhã desta quarta-feira, 21, mas "colocou de forma muito clara que seria um prazo muito curto". A informação é do líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), um dos que participaram do encontro. 

A expectativa da oposição, segundo o parlamentar democrata, é de que o processo seja analisado pelo peemedebista até o fim de novembro. Além de Mendonça Filho, participaram da reunião no gabinete de Cunha os líderes do PSDB, Carlos Sampaio (SP), e o líder da minoria, Bruno Araújo (PSDB).

De acordo com Mendonça, o encontro serviu para tentar traçar um cronograma para análise do pedido de impeachment pelo presidente da Câmara. A oposição, disse o líder do DEM, argumentou que é preciso um "rápido" processo de deliberação. "Ele (Cunha) não deu prazo, mas colocou de forma muito clara que será um prazo muito curto", disse o deputado. 

O líder do PSDB, por sua vez, se mostrou confiante de que o presidente da Câmara vai deferir o pedido de impeachment de Dilma. Para Carlos Sampaio, Cunha tem "todos os elementos" para autorizar a abertura do processo de afastamento da petista. O tucano avaliou que, enquanto Cunha não renunciar ou se licenciar do cargo, possui "legitimidade e prerrogativas" para deferir ou não o pedido. "Defendo afastamento de Cunha, mas existem fatos tão graves ou mais por parte da presidente Dilma", disse.

O tucano também rebateu declaração de Dilma na recente troca de farpas entre ela e Cunha. Nessa terça-feira, 20, na Finlândia, a presidente disse que seu governo não estava envolvido em escândalo de corrupção, como afirmou o peemedebista no dia anterior. "As pessoas que estão envolvidas estão presas, e não é a empresa Petrobrás que está envolvida no escândalo", sustentou a petista. "Ela se confundiu. O que ela quis dizer é que, em toda essa corrupção, não tem governo", avaliou Sampaio. 


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