Cunha Lima fica no cargo e julgamento de Lago é adiado

Pedido de vista interrompe caso da Paraíba até fevereiro; no Maranhão, ação será retomada hoje

Redação,

18 de dezembro de 2008 | 04h36

Na noite desta quarta-feira, um pedido de vista do ministro do TSE Arnaldo Versiani interrompeu o julgamento de recursos protocolados contra a cassação do mandato de de Cássio Cunha Lima (PSDB), governador da Paraíba. Com isso, ele permanece no cargo até fevereiro.   O adiamento da análise revoltou o ministro Joaquim Barbosa, que chegou a questionar a credibilidade do tribunal. "É um escândalo o governador ficar no exercício do cargo há 14 meses por liminar", disse em plenário.   Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou para esta quinta-feira, por falta de quórum, o julgamento que definirá o futuro do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT). A análise da ação em que a coligação da senadora Roseana Sarney (PMDB) pedia a cassação do mandato de Lago (PDT) e de seu vice, Luiz Carlos Porto (PPS), estava prevista para ocorrer na noite desta quarta.   A coligação "Maranhão - A Força do Povo", rival do governador e o Ministério Público Eleitoral (MPE) haviam pedido a cassação dos mandatos do governador e vice, por suspeita de compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2006. A coligação, ligada a Roseana Sarney, acusou Lago de captar votos por meio da distribuição de cestas básicas a pescadores e também apontou que ele teria criado convênio com a Associação dos Moradores do Povoado de Tanque com o objetivo de desviar dinheiro, distribuir combustível, reformar e construir casas na periferia.

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