Cunha Lima continuará 'loteamento', diz líder do PMDB

TSE decidiu manter o governador no cargo até que o próprio tribunal julgue os recursos contra sua saída

ANGELA LACERDA, Agencia Estado

28 de novembro de 2008 | 17h38

O líder do PMDB na Assembléia Legislativa da Paraíba, Gervásio Agripino Maia, reagiu diante da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de manter o governador no cargo até que o próprio tribunal julgue os recursos contra a decisão que determinou a saída do governante e do seu vice, José Lacerda Neto (DEM), por abuso de poder político e econômico. "Agora o governador cassado vai ter mais tempo para concluir o processo de loteamento que vem sendo implantado de forma irresponsável desde que foi anunciada a sua cassação pelo TSE no dia 20".   Veja também:  Entenda o caso de Cunha Lima e veja os governadores na mira   Governador da PB recorre novamente ao TSE contra cassaçãoA notícia, divulgada na noite de ontem, levou partidários de Cássio às ruas da orla de João Pessoa, com buzinaço, bandeiras e música da campanha. "Estamos certos de que a equipe jurídica do governador cassado vai utilizar todos os meios para procrastinar sua saída", afirmou Maia. Hoje foi publicada no Diário Oficial da União a sanção do governador cassado aos planos de cargos e salários que concede reajustes a algumas categorias dos servidores públicos, a exemplo de 150 procuradores do Estado, 580 jornalistas e 54 auditores fiscais (os números incluem ativos e inativos). Esta foi uma das medidas aprovadas em 17 sessões extraordinárias na Assembléia Legislativa, na segunda-feira. O orçamento 2009 também foi aprovado no mesmo dia, numa sessão à noite. Para a oposição, as medidas visaram a inviabilizar o governo de Maranhão, que imaginava ocupar o cargo nesta semana, depois da publicação do acórdão do TSE cassando Cunha Lima. Os assessores do governo cassado garantem que o Estado está equilibrado. Eles afirmaram que ele se encontra entre os 12 Estados brasileiros que cumpriram as metas fiscais estabelecidas pela Secretaria do Tesouro e estimam que os reajustes salariais irão representar 0,4% a mais na folha de pessoal. Os cálculos são de que os gastos com salários - incluindo os aumentos - irão representar 55% da receita real líquida do orçamento de 2009. O limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal é de 60%.

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