Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Cunha foi um bom presidente, independente dos problemas pessoais', diz Mansur

Para o primeiro secretário da Câmara, que se emocionou ao dizer que não gostaria de ter lido a carta de renúncia do peemedebista em plenário, o parlamentar exerceu bem o cargo de comando da Casa

Bernardo Caram, Julia Lindner, Ricardo Brito, Isabela Bonfim e Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2016 | 16h38

BRASÍLIA - O deputado Beto Mansur (PRB-SP), primeiro secretário da Câmara, se emocionou ao dizer que não gostaria de ter lido em plenário a carta de renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à Presidência da Casa. “Aquela leitura que eu fiz, não seria uma leitura que eu gostaria de fazer, mas acho que está na hora de resolver esse problema, porque a Casa não pode continuar desse jeito”, disse, com a voz embargada.

Para ele, Cunha exerceu bem o cargo de comando da Câmara. “Eduardo Cunha foi um bom presidente da Câmara, independentemente dos problemas pessoais dele, que tem que responder na Justiça”, afirmou.

Com a renúncia, o secretário disse que vai conversar com o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), para que a eleição para o substituto seja feita já na próxima quarta-feira, 13, antes do “recesso branco”. Segundo ele, o novo presidente terá mandato até 31 de janeiro de 2017, sem direito a reeleição.

Mansur disse que está sempre à disposição para eleições e ressaltou que é preciso buscar um nome de consenso, já que Temer precisa aprovar muitas medidas ainda neste ano. “Esse momento é muito importante para o governo”, disse. “Presidente tem que estar livre para votar aquilo que é necessário para a retomada da economia, mas não necessariamente tudo aquilo que o Executivo possa vir a mandar”.

O líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM), afirmou que é preciso buscar um perfil de presidente que possa conduzir a Câmara e contribuir na recuperação da economia. Para ele a renúncia de Cunha encerra um período de agonia na Casa. “É impossível não reconhecer o que Cunha fez pelo Brasil com o processo de impeachment, mas reconhecimento não permite nos comprometermos com ilícitos praticados por ele”, afirmou. 

 

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