Cunha fará defesa pessoal em duas horas de discurso na CCJ

Deputado afastado tentará gastar todo o tempo da sessão para impedir que relatório sobre seu recurso seja votado

Daiene Cardoso e Bernardo Caram, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2016 | 14h31

BRASÍLIA - O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) estará nesta terça-feira, 12, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para fazer sua defesa na sessão marcada para analisar o recurso contra o processo de cassação aprovado pelo Conselho de Ética. Cunha estará ao lado do advogado Marcelo Nobre. A defesa pretende usar as mais de duas horas de apresentação a que tem direito. A sessão tem início previsto para as 14h30.

A defesa do peemedebista tem esse tempo porque foi o mesmo usado pelo relator do recurso, Ronaldo Fonseca (PROS-DF), na apresentação do parecer na semana passada. Assim, Cunha tentará gastar todo o tempo da sessão para impedir que o relatório seja votado nesta terça. Adversários do ex-presidente da Câmara acreditam que têm a maioria dos 66 votos na CCJ para derrubar o parecer de Fonseca, que é favorável a Cunha.

O grupo que defende a cassação de Cunha fez um apelo na segunda-feira, 11, ao presidente da comissão, Osmar Serraglio (PMDB-PR), para antecipar a sessão, mas o pedido não foi atendido. O temor é que comece a votação no plenário principal, o que interromperia a sessão da CCJ. Por isso, os partidos da antiga oposição ao governo Dilma Rousseff (PSDB, DEM, PPS e PSB) e a nova oposição (PT, PC do B, Rede, PDT e PSOL) pretendem não marcar presença no plenário principal, de forma a retardar o início das votações e garantir que o processo de Cunha tenha um fim nesta tarde na CCJ.

O líder da Rede, Alessandro Molon (RJ), afirmou que o grupo pretende entrar com pedido de encerramento da discussão assim que o 10º parlamentar discursar. A manobra é prevista no regimento interno. Mais de 30 parlamentares estão inscritos para falar. "Aqui vai ser pressão total", anunciou Molon.

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